#isso parece

24 de novembro de 2012 § Deixe um comentário

Parece que o tempo parou
A vida empacou
o destino descansou

Parece que o que é meu já aconteceu
Não cumpriu o que prometeu
E toda vontade arrefeceu

Parece que a luz sumiu
A banda partiu
e em mim só está o vazio.

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#isso é só tristeza

9 de abril de 2012 § 1 comentário

Ando pensando demais na Felicidade. Nesta montanha russa que é viver, entre momentos legais, tristes, únicos, chatos, alegres ou esquecíveis, essa essa coisa, a denominada felicidade, pode soar bem opressora.

Alguns acreditam ser uma entidade à qual possa ser encontrada. Outros, geralmente os desiludidos, julgam que esta não existe, tal como o Coelhinho da Páscoa. Para eles, a felicidade é um estado, uma sensação, geralmente ocorrida após pequenos gestos, tipo uma barra de chocolate devorada, uma partida de futebol vencida. E levam a vida, acumulando pequenos gestos.

Eu só sei que, depois que inventaram a felicidade, cresceu muito o número de gente infeliz.

 

Isso é Natal

24 de dezembro de 2011 § Deixe um comentário

Não estou acostumada com férias. Sem o que fazer, procurando coisas para arrumar, buscando pensamentos esquecidos e vontades amansadas. Me questionando qual o motivo de eu não ter escrito mais, lido coisas mais profundas do que o facebook alheio.

Agora no meu primeiro dia de descanso propriamente dito, quero tudo: ir para à praia, começar um bom livro, beber todas, conhecer novo lugares da ilha, fazer o que devo e principalmente não devo.

É hora de parar antes e olhar para os dois lados antes de continuar o caminho.

Isso é um lamento

19 de outubro de 2011 § 2 Comentários

E a tristeza inerente às decisões tomadas. No fim, ao escolher algo, perdemos alguma coisa. Ao ir para a direita, fechamos o caminho da esquerda. Ao buscar a independência, abandonamos o prazer de dividir.
Por que penso mais nas perdas do que nos ganhos?

#Isso pode ser chamado viver?

14 de agosto de 2011 § Deixe um comentário

Viver nada mais é do que tentar não morrer ao final do dia. Viver é manter a casa e a roupa limpa, comer nos intervalos das horas. Viver é não ter o conhecimento da nossa origem, do início de tudo e pior, não ter a certeza sobre o fim.

Controlar e contabilizar os dias: segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Acordar, levantar da cama se aprontar e sair para a rotina.

Gargalhar um vídeo da internet, é se perder na história de um bom livro, viajar ao som de uma canção, é entrar na onda da voz e da melodia.

Ver familiares, amigos, conhecidos, conversar, dividir queixas, alegrias, nossos cotidianos medíocres, nossas vaidades dissimuladas.

Viver, ora, nada mais é que se esforçar para respirar e manter a cabeça e o coração funcionando. Inspirar, expirar. Sentir os batimentos, o estralar dos ossos. Atender as necessidades do corpo.

Conjecturar sobre as pessoas, fazer comparações, permitir insinuações. É esperar pelo amigo chamar por um café, por um like no Face.

Acreditar que ano que vem vai ser melhor, que o salário vai aumentar e que novamente vai aparecer um alguém bacana, possível de ter intimidades, enfim, que algo marcante e significativo aconteça. Viver é ser vítima das suas próprias expectativas e dúvidas.

Viver é nada demais. Mas tem vezes que eu acho muito pouco, tem outras que eu acho demais.

Falta

28 de julho de 2011 § 1 comentário

Ando de ônibus, tenho tempo para pensar durante 30 minutos sobre várias situações. Imagino diálogos impossíveis, encontros inesperados e planos que possivelmente jamais sairão do meu pensamento. Estes dias pensei sobre a falta. O ter e o depois não ter. O doce tirado da criança. Descobri que vivo com a síndrome da falta.

A falta da Sophia, diariamente, da sua vozinha doce e do seu sorriso sincero. Sinto falta da família, sinto falta da Aninha. Sinto falta de amigos, muitos amigos, distantes, passados, de fora da rotina, cuja presença certamente tornaria meu dia mais agradável. Sinto falta do lugar onde nasci e sinto falta de Floripa quando estou longe.

Sinto falta da minha coleção de álbuns montados no Itunes do meu antigo trabalho, conquista de muitos dias e muitos gigas utilizados para criar o soundtrack perfeito. Nunca mais conseguirei montar aquela lista again. Nem o Grooveshark me consola.

Gostaria de ter de novo, aquela calça azul que deixava a minha bunda empinada, o livro sobre a Bomba de Hiroshima, e o par de brincos prateados que não encontrei mais por aí. Sinto a falta de ter Londres na saída da porta, de sonhar em inglês. Yes I used to dream in english.

Eu queria encontrar aquela promoção de novo no supermercado, e de voltar fazer yoga. Acostumei com a falta de poder conversar com certas pessoas, com a falta de beijos e abraços quando estou muito tempo sozinha. Mas é fácil que eu desacostume também. Pequenas faltas, grandes faltas. Algumas a gente atura mais fácil, outras não. Finge que não é importante, faz de conta que não faz tanta falta, mas faz. Falta grave.

isso é meu mundo #1

20 de junho de 2011 § 1 comentário

Eu não dou a mínima para unhas feitas
nem para o final da novela
Nem ligo quando a seleção perde
muito menos quando tem campeonato

Desligo a TV para BBBs,
programas dominicais
e receitas caseiras

Vivo numa bolha onde
apenas existe chá de romã
roqueinrou na caixa
e meu pensamento longe

Meu paraíso próprio
é carmim, cheira a Lírios
sempre a espera